AVANTE MEU TRICOLOR
·30 agosto 2025
A 5 DIAS DO FIM DA JANELA, SÃO PAULO NÃO AVANÇA, DEVE DESISTIR DE REPOSIÇÃO PARA ANDRÉ SILVA E FOCA EM INSCREVER REFORÇO

In partnership with
Yahoo sportsAVANTE MEU TRICOLOR
·30 agosto 2025
Casares e Belmonte durante partida do Tricolor (Abner Dourado4/Agif)
RAFAEL EMILIANO@rafaelemilianoo
A última janela de transferências do ano no futebol brasileiro acaba na terça-feira (2/9) e os indícios mostram um São Paulo mais pessimista não só para trazer reforços, como também para regularizar o que está contratado.
Nesta sexta-feira (29) irão faltar cinco dias para terminar o período de novas contratações e o clube do Morumbi não conseguiu avançar na mais nova prioridade estabelecida para reforçar o seu elenco: a de um atacante que viria para suprir a nítida carência aberta com a ausência de três das quatro opções para ser centroavante (André Silva, Calleri e Ryan Francisco, a princípio, não voltam mais a jogar nesta temporada).
Após recusar ofertas de empresários e sonhar com Marcos Leonardo, o Tricolor bateu na porta atrás de duas opções, digamos, alternativa. Se eu mal em ambos.
A primeira é a de Marcelo Ryan. O atacante de 23 anos, revelado pelo Bahia, defende atualmente o FC Tokyo por empréstimo.
Apesar do estafe e o próprio jogador se animarem com a sondagem são-paulina, o clube japonês não gostou nem um pouco. Comunicou o Sagan Tosu, dono dos direitos do atleta, que não quer abrir mão de seu artilheiro na reta final da temporada nipônica.
Para piorar, o próprio Sagan não se animou como esboço de proposta feito pelo São Paulo, de assumir o empréstimo atual. Exigiu compensação financeira para liberar Ryan antes do término do contrato, que vai até dezembro. Na prática, eleja pode assinar um pré-acordo com quem quiser. E, se o São Paulo realmente o quiser, que assine agora para ele chegar em janeiro.
O cenário é o mesmo de Pedro Rocha. O experiente jogador de 30 anos, revelado no Juventus da Mooca, mas que ganhou notoriedade no Grêmio, acumulando passagens por Flamengo e Cruzeiro, é o atual artilheiro da Série B pelo Remo com dez gols marcados. Tem contrato até o final do ano e os paraenses já avisaram que só autorizam a saída mediante indenização.
Diante do cenário, já há quem admita internamente no Morumbi que a janela vai fechar e o clube não contratará nenhuma peça para o ataque.
Sem ele e outras duas opções (Calleri e Ryan Francisco, que também estão no Reffis), Hernán Crespio tem para escalar o ataque, como centroavante nato, o conterrâneo Dinneno, nome que chegou do Cruzeiro ainda quando o treinador era Luis Zubeldía, que inclusive o indicou ao Tricolor (fato, aliás, que pode contribuir para sua baixa utilização com o novo comandante).
Além de Dinneno, peças podem ser improvisadas, como os pontas Ferreirinha e Tapia, além de Luciano, que pode fazer funções como de falso 9.
Com teto de gastos e limite orçamentário, o Tricolor tem dificuldades para sair ao mercado atrás de um nome para reforçar suas fileiras. A opção é por alguém livre no mercado ou que chegue por empréstimo.
Sem contratação para o ataque, a prioridade absoluta é inscrever quem já está acertado, no caso o lateral-direito Maílton, que chegou no fim da semana passada a clube e segue sem conseguir ser regularizado.
Apesar do acordo com o jogador e com o Metalist, que aceitou liberar o lateral-direito em troca do fim de uma dívida de 620 mil euros (algo na casa dos R$ 4 milhões), o São Paulo precisa que os ucranianos resolvam pendências com a Fifa. Ou, então, que a entidade máxima do futebol abra uma exceção.
O Metalist tem, neste momento, três punições na Fifa que o impedem de registrar novos jogadores. Uma de janeiro, outra de abril e outra de maio de 2024. Desde então, o clube não pôde contratar mais ninguém. Nem receber de volta atletas que estão emprestados a outros times.