Última Divisão
·29 Agustus 2025
O Radium de Mococa vai voltar?

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Lá se vão mais de dez anos desde a última vez que o Radium Futebol Clube entrou em campo.
Foi em 21 de julho de 2013, um domingo. Na ocasião, o time de Mococa visitou o Pirassununguense pela última rodada da primeira fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista – então a quarta divisão do futebol de São Paulo. Foi uma apresentação para se esquecer: uma derrota por 6 a 0, encerrando uma campanha de quatro empates e seis derrotas em dez jogos.
Desde então, em meio às dívidas, o Verdão da Mogiana se afastou dos gramados profissionais, em um cenário que se tornou menos promissor a cada dia. O Estádio Olímpico São Sebastão, lacrado, foi tomado pelo abandono e viu o matagal crescer no campo e nas arquibancadas.
E o time? Bem, a cidade de Mococa até viu o surgimento de um Radium Esporte Clube (presidido por Sergio Gomes), mas sem vínculo formal com o Radium Futebol Clube (então presidido por Thiago Sampaio). Na tentativa de assumir o legado, o time se apresenta como “novo Radium”. Como era de se esperar, a semelhança entre os nomes causou problemas entre os dois dirigentes.
O desinteresse em Mococa venceu os últimos anos do Radium Futebol Clube. O CNPJ do clube e o estádio viraram ativos disputados nos tribunais. Os litígios e as incertezas afastaram o Radium não apenas dos campeonatos, como também dos torcedores. Afinal, quem poderia ter interesse em assumir um problema tão grande assim?
Mas a história chega até 2025, quando o Radium Futebol Clube enfim viu perspectiva.
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Em 26 de agosto, o advogado Pedro Lauria conquistou uma vitória muito comemorada no Tribunal de Justiça de São Paulo: a anulação do ato que transformou o Radium Futebol Clube em clube-empresa. O acórdão foi publicado no dia seguinte.
Também em 27 de agosto, em entrevista à Rádio Transamérica Mococa, Lauria comemorou o que classificou como “uma vitória que nós conseguimos para Mococa, para o mocoquense”.
“Nós tivemos uma luta árdua, uma luta silenciosa, uma luta humilde, com os pés no chão. Graças a Deus, na sessão de julgamento da data de ontem (26 de agosto), no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi decidido pela nossa apelação, o provimento do nosso pedido, no qual nós buscávamos a anulação de todos os atos fraudulentos que levaram à transformação do Radium Futebol Clube, inclusive o leilão do estádio, para que nós pudéssemos chegar nesse momento agora e ter o Radium retornado para Mococa e para o povo mocoquense”, celebrou.
Nas redes sociais, Lauria indicou que o Radium FC “estava sendo representado por uma pessoa hoje considerada ilegítima”, o que indica uma possível nova gestão para a equipe. Com a anulação das decisões anteriores, o estádio deve voltar à posse do Radium.
“Considerando o acórdão disponibilizado ontem, uma vez anulados todos os atos desde a transformação do clube em empresa, temos a clara compreensão que compreende-se, também, o leilão do estádio, visto que ocorrido após a transformação do clube em empresa. O clube estava sendo representado por uma pessoa hoje considerada ilegítima. Por esse entendimento vislumbramos a perfeita condição de anulação do leilão do estádio junto à Vara do Trabalho, requerimento que já estamos trabalhando para dar continuidade nos próximos dias”, escreveu.
Diante disso, o cenário mais provável é que o Radium Futebol Clube ganhe uma nova diretoria e receba de volta o seu estádio. A partir daí, há um longo caminho a ser percorrido, especiamente referente ao pagamento de dívidas e a reestruturação. Mas tudo indica que o Radium começa a vislumbrar uma luz no fim do túnel.