Leonino
·3 avril 2025
Míster saiu do Sporting a meio da época e justifica-se: "Cansei-me de estar sempre a lutar por algo"

In partnership with
Yahoo sportsLeonino
·3 avril 2025
Mariana Cabral deixou o comando técnico da equipa de futebol feminino do Sporting e rumou aos Estados Unidos da América, onde é treinadora-adjunta do Utah Royals, um clube que milita na NWSL. A treinadora explica que abandonou o Clube de Alvalade, liderado por Frederico Varandas, porque não lhe "apetecia ter de lutar todos os dias por algo".
A míster diz que as condições de trabalho não são as melhores para as leoas: "No futebol masculino o treinador não tem de estar todos os dias a pedir para treinar num relvado e não num sintético. Não tem de se queixar porque está a treinar com 15 bolas e todas diferentes umas das outras", revelou à SIC Notícias.
Mariana Cabral diz que a saída foi o melhor para todos: "As coisas não correram da forma que entendia que poderiam correr e, por isso, entendi que seria o melhor para mim, também para o clube e para as jogadoras, que houvesse outro caminho. Não partilhámos as mesmas ideias", referiu, apontando ao desgaste: "Já não me apetecia ter de estar todos os dias a lutar por algo".
Por estes motivos assume ter saído do Sporting “desencantada” e mostra-se descontente com o facto de o futebol feminino em Portugal estar a crescer a “um ritmo muito lento”. Sobre a vida nos Estados Unidos, afirma que o “grande choque” que teve foi em relação às grandes dimensões dos supermercados, bem como à grande oferta de produtos, e ao uso indiscriminado de plástico no quotidiano.
Quando deixou o Sporting, em outubro de 2024, a técnica recebeu diversas ofertas de vários países, mas optou por aceitar o desafio do Utah Royals: “Estou extremamente feliz, foi uma ótima decisão”, assumiu a treinadora que foi substituída por Micael Sequeira - que pode estar também de saída dos leões, tal como o nosso Jornal adiantou, em Exclusivo.