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·29 de agosto de 2025

MP-SP requer quebra de sigilo de gastos do Corinthians com cartões corporativos

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  1. Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Ministério Público de São Paulo encaminhou à Justiça um pedido para quebrar o sigilo dos cartões de crédito corporativos do Corinthians, abrangendo o período de janeiro de 2018 a maio de 2025. O intervalo inclui as administrações dos ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. A informação foi divulgada pelo portal ge.globo.

A promotoria havia solicitado as faturas dos cartões diretamente ao clube, mas ainda não obteve retorno. Entre os argumentos apresentados, o MP apontou desorganização administrativa, inércia da diretoria e relatos de furto de documentos durante invasão ao Parque São Jorge. O órgão ainda mencionou a existência de “interesses políticos, não muito ortodoxos e conflituosos”, que estariam dificultando o avanço das investigações.


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Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

O MP-SP também requereu a quebra do sigilo fiscal do Oliveira Minimercado, suspeito de ser uma empresa de fachada e responsável por notas fiscais emitidas ao Corinthians em 2023. Em depoimento, os sócios afirmaram ter fornecido marmitas ao clube, mas não souberam esclarecer como se deu a aproximação nem com quem negociavam. Além disso, admitiram não dispor de cozinha industrial e não conseguiram identificar quem seriam os funcionários da empresa.

O caso foi enviado ao Departamento de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça de São Paulo e transferido para uma das varas especializadas em crimes tributários, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ainda não há decisão sobre o mérito.

O ex-presidente Andrés Sanchez confirmou a autenticidade de pelo menos uma das faturas do cartão corporativo vazadas, que registrava despesas em um réveillon em Tibau do Sul (RN). Ele alegou ter restituído o clube pelo valor gasto. Em depoimento ao MP, o atual presidente Osmar Stabile declarou não se opor à quebra de sigilo dos cartões do clube e, segundo apuração da Central do Timão, solicitou um tempo para avaliar a questão junto ao Conselho Deliberativo e providenciar os documentos.

Além do uso dos cartões corporativos, o MP apura também um relatório de despesas da presidência, datado de outubro de 2023. Entre os fornecedores citados, a oficina R. M. INOUE LTDA confirmou ter emitido nota fiscal ao clube, mas declarou não ter recebido pagamento, pois o reparo automotivo previsto não foi realizado. A inclusão desse documento em um pedido de reembolso levantou a suspeita de desvio de recursos. Também causou estranheza o fato de a nota não ter sido cancelada pelo estabelecimento.

O inquérito criminal foi aberto pelo Ministério Público no dia 30 de julho, inicialmente para investigar o suposto uso indevido dos cartões de crédito nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Poucos dias depois, a apuração foi ampliada para incluir o relatório de despesas de outubro de 2023. Pelo fato de ter assinado este documento, Denilson Grillo, ex-motorista de Duilio, passou à condição de investigado e deve prestar depoimento em breve.

No início de agosto, a promotoria decidiu estender a investigação também para o período da gestão de Augusto Melo, abrangendo de janeiro de 2024 até maio de 2025. À frente do caso, o promotor Cássio Roberto Conserino já ouviu o gerente financeiro do clube Roberto Gavioli, além do presidente Osmar Stabile e do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior. Este último, em entrevista à Central do Timão, comentou tanto a investigação conduzida pelo Ministério Público quanto a apuração interna do clube, sob responsabilidade da Comissão de Justiça do CD.

Não entendi a manifestação de Sua Excelência o Dr. Conserino, pois tudo o que foi solicitado ao Clube está sendo providenciado, ao menos por parte do Conselho Deliberativo. Nós prestamos as informações que foram solicitadas e eu mesmo prestei esclarecimentos pessoalmente e dei diversas informações.

A apuração interna obedece o rito estatutário e não temos o poder de polícia e nem apuramos crimes, mas infrações estatutárias e elas seguem um roteiro estabelecido pela Comissão, que está encarregada de fazer a apuração.

Bom lembrar que até segunda-feira estávamos sem Presidente da Comissão de Ética, que eu designei para acompanhar o trabalho da Comissão de Justiça do Conselho, que tem sua metodologia e traçou um plano de trabalho objetivando celeridade e objetividade. Daí afirmar que há interesses políticos não ortodoxos creio que não seja uma afirmação no mínimo respeitosa para quem tem buscado encontrar a verdade, mas sem prejulgamentos”, declarou Tuma.

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