Portal dos Dragões
·3 de abril de 2025
Fernando Sá confiante no título nacional: “Somos um dos candidatos, sem dúvida”

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A temporada do FC Porto já se destaca por duas vitórias significativas – a Supertaça e a Taça de Portugal – e por uma forte atuação nas competições europeias. O treinador de basquetebol, Fernando Sá, expressa a sua confiança no futuro da equipa. Numa entrevista ao SAPO Desporto, Sá discute a evolução da sua equipa, os desafios que se avizinham e a necessidade de manter a estabilidade emocional até ao final da época.
Qual a sua avaliação da temporada até ao momento?A época tem corrido de forma quase perfeita. Conquistámos duas competições internas e a nossa campanha europeia foi excelente. Enquanto treinador, sinto-me muito satisfeito com a qualidade dos treinos e a preparação para os desafios. As expectativas para o futuro são bastante encorajadoras.
Que evolução tem notado na equipa desde o início da temporada?A Taça de Portugal foi um excelente exemplo. Enfrentámos adversários fortes, com diversas soluções defensivas e ofensivas, e respondemos com rapidez e precisão nas decisões. Isso demonstrou a nossa estabilidade emocional e foco competitivo, embora ainda haja muito por fazer para que cheguemos aos playoffs na melhor forma.
O que falta para a equipa conquistar o título nacional?A sorte e a prevenção de lesões são fatores relevantes, mas o mais importante é encarar os desafios com otimismo e confiança. O nosso maior adversário somos nós próprios. Se conseguirmos controlar as nossas inseguranças e manter a concentração, estaremos mais perto de alcançar o nosso objetivo principal.
Acha que o FC Porto é o favorito ao título?Certamente, somos um dos candidatos. Já conquistámos troféus esta época, mas isso é passado. O nosso foco agora é o título nacional e a Taça Hugo dos Santos. A nossa prioridade é manter a estabilidade técnica, tática e emocional, para que não repetamos os erros do passado.
Na final da Taça de Portugal, mencionou a importância de uma mentalidade vencedora. Este fator será crucial nos playoffs?Sem dúvida. Nos playoffs, a resiliência é essencial. Um mau jogo pode acontecer, mas não devemos dramatizar. A chave é usar essas situações como uma oportunidade de aprendizagem para vencer os desafios seguintes e continuar a luta pelo título.
Algum jogador se destacou pela evolução esta época?O crescimento da equipa como um todo é o mais notável. A estabilidade emocional tem sido uma grande força. O talento, tanto individual como coletivo, sempre esteve presente, mas a resposta emocional a situações adversas tem sido excepcional.
Qual foi o impacto da chegada de Tony Douglas à equipa?Além do talento e da experiência, ele trouxe uma mentalidade de vitória que faltava. Anteriormente, em momentos decisivos, havia mais receio de perder do que a vontade de vencer. Com ele, a equipa está mais focada, motivada e determinada a alcançar a vitória.
Como analisa o nível competitivo do basquetebol português na atualidade?Tem vindo a aumentar. A maior presença de jogadores estrangeiros trouxe mais qualidade e competitividade. O apuramento das seleções masculina e feminina para o Europeu é um reflexo dessa evolução. Precisamos agora de investir mais na formação, criar melhores condições e focar no desenvolvimento dos jovens jogadores.
A transição de liderança no FC Porto e o momento difícil do futebol aumentam a pressão sobre a sua equipa?A pressão é constante e motiva-nos a trabalhar melhor. O impacto da derrota é grande, e temos metas concretas a alcançar. Independentemente das diferenças orçamentais, não podemos usar isso como uma desculpa. Este é um momento de paciência e resiliência, tanto para nós como para os adeptos.