«Em 11 meses, o FC Porto pagou 180 milhões de dívidas. Hoje somos um clube cumpridor em salários» | OneFootball

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·26 March 2025

«Em 11 meses, o FC Porto pagou 180 milhões de dívidas. Hoje somos um clube cumpridor em salários»

Article image:«Em 11 meses, o FC Porto pagou 180 milhões de dívidas. Hoje somos um clube cumpridor em salários»

Quase a cumprir um ano de presidência do FC Porto, André Villas-Boas concedeu a sua primeira grande entrevista aos jornais 'O JOGO' e 'JN', tocando e vários aspetos importantes na vida do FC Porto.

Sem filtros, o dirigente máximo dos dragões abordou a passada e atual saúde financeira do clube, afirmando que, agora, o FC Porto é «cumpridor», depois de encontrar uma situação de «calamidade, com rotura total de liquidez».


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«Hoje somos um clube cumpridor em salários, nas dívidas a fornecedores e a clubes. (…) Parece quase incrível dizer que o FC Porto, em 11 meses, pagou 180 milhões de euros de dívidas. Será sempre uma das grandes vitórias nestes 11 meses de presidência», destacou o líder portista.

«Chegámos a uma situação, em novembro, de desespero absoluto, tínhamos salários em atraso nas modalidades, no futebol e nos funcionários. Se não fosse a credibilidade desta direção e administração, jamais o FC Porto anterior concluir a operação Dragon Notes, é única no futebol português, inédita no futebol europeu e apenas comparada à do Real Madrid», destacou, garantindo que «é uma das grandes vitórias, permite projetar o futuro de uma forma muito mais segura. Parecia impossível quando chegámos».

«O FC Porto, neste momento, não deve nada aos seus jogadores e aos funcionários, tem os salários todos em dia, não deve nada a clubes, recomprou parte dos direitos televisivos que estavam antecipados até 2028, tem ideia de recomprar ainda mais dívida associada aos direitos televisivos e isso é difícil de projetar na cabeça de um associado», garantiu, explicando que, ainda assim, o clube ainda não está «totalmente a salvo».

«O FC Porto encontrava-se em risco de suspensão das competições europeias, risco esse que pensamos estar finalmente resolvido. Encontrava-se numa situação financeira premente e desesperante. (…) Em dois mercados fizemos 173 milhões de euros em vendas, o que é elevadíssimo. E há 20 milhões que estão ligados a objetivos, dos quais 10 são atingíveis», atirou.

«Quero entregar um FC Porto muito melhor do que me foi deixado»

Sobre a presidência propriamente dita, André Villas-Boas realçou que ainda não tem «a aura, o carisma, os títulos e o sucesso que teve Pinto da Costa», mas que espera que os sócios lhe continuem a dar confiança para «entregar um FC Porto muito melhor do que me foi deixado».

«O FC Porto é um gigante do futebol europeu, que perdeu recentemente o seu maior líder, a sua maior referência, e passa por um momento de transição profunda, desde logo porque tenho outro tipo de liderança e de comunicação e não represento, neste momento, o presidente com a aura, o carisma, os títulos e o sucesso que teve Pinto da Costa. Esta mudança levará o seu tempo», começou por dizer, lembrando que os sócios estão «desesperados por vitórias».

«O futuro do FC Porto, comigo, tem de ser obrigatoriamente de sucesso, não me candidatei para ter insucesso. (…) Quero entregar um FC Porto muito melhor do que me foi deixado. Algo impossível em termos de títulos, mas a nível institucional, associativo, financeiro, social, cultural e também desportivo», garantiu, deixando ainda indicações sobre o que pode ser o futuro.

«Espero garantir a confiança dos sócios para uma manutenção desta nossa liderança por mais dois mandatos. Penso que os mandatos dos clubes devem corresponder também ao que se passa na sociedade e estarem limitados a três. Isso significaria 12 anos e daqui a 12 anos, merecendo essa confiança dos sócios, quero entregar um FC Porto melhor do que eu recebi», concluiu.

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