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·2 April 2025

“A Sandra Madureira insurgiu-se contra um miúdo que publicou algo nas redes sociais”

Article image:“A Sandra Madureira insurgiu-se contra um miúdo que publicou algo nas redes sociais”

Duas testemunhas solicitaram que as suas imagens não fossem expostas aos arguidos da Operação Pretoriano devido a “medo de represálias”, levando a que fossem temporariamente afastados da sala de audiências no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Durante a sexta sessão do julgamento, a primeira testemunha, uma técnica administrativa do FC Porto no momento da assembleia geral (AG) extraordinária de novembro de 2023, pediu, através de videochamada, que os arguidos não a vissem.


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Uma vez que a testemunha seguinte, que testemunhou presencialmente, fez um pedido semelhante, a presidente do coletivo de juízes acedeu, ordenando a saída de 10 dos 12 arguidos presentes para os dois primeiros depoimentos, apesar da oposição de parte da defesa.

A segunda testemunha, um sócio do FC Porto que esteve presente na reunião de novembro de 2023 e que se identificou como “primo do João Begonha Borges, [atual] vice-presidente do FC Porto”, relatou um ambiente intimidante na Dragão Arena, com uma “clara tentativa de coação” para evitar que os incidentes fossem gravados.

“Sempre que alguém pegava num telemóvel, ocorriam altercações e gritos. Ouvi pessoas a ameaçar para que não se gravasse. A Sandra Madureira confrontou um jovem que publicou algo nas redes sociais. Isso foi audível e, para mim, é inequívoco”, afirmou.

Nos depoimentos da parte da tarde, na sua maioria de hospedeiras do clube, Fernando Madureira foi o alvo principal.

O ex-líder da claque Super Dragões foi identificado a ameaçar Henrique Ramos, assistente do processo, e foi novamente acusado de estar envolvido no alegado roubo de pulseiras de credenciais, o que contraria o testemunho de Fernando Madureira, prestado a 17 de março.

Após a audição de sete testemunhas, de um total de 13 previstas, as diligências continuarão na próxima segunda-feira, num momento em que o atraso nas audições já supera as 30.

Os 12 arguidos da Operação Pretoriano, entre os quais se encontra o ex-líder dos Super Dragões Fernando Madureira, iniciaram a sua defesa a 17 de março, enfrentando 31 crimes no Tribunal de São João Novo, no Porto, sob um forte dispositivo policial nas proximidades.

Os crimes em questão incluem 19 de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no contexto de um espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, um de arremesso de objetos ou produtos líquidos e três de atentado à liberdade de informação, relacionados com uma AG do FC Porto, em novembro de 2023.

Entre os arguidos, Fernando Madureira é o único a estar em prisão preventiva, a forma de coação mais severa, enquanto os demais foram libertados em diferentes momentos.

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