Coluna do Fla
·26. Februar 2025
Rebeca Andrade se declara ao Flamengo e reforça importância do clube nas conquistas: “Sempre tive apoio”
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·26. Februar 2025
Representando o Flamengo, Rebeca Andrade se tornou a maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos. Atualmente, a ginasta soma dois ouros, três pratas e um bronze na história da competição. Inclusive, as conquistas em Paris 2024 fizeram a atleta reinar de forma absoluta.
Em entrevista exclusiva ao Coluna do Fla, Rebeca Andrade se declarou ao Flamengo e reforçou a importância do clube em cada conquista. Além disso, a ginasta fez questão de ressaltar o apoio que recebeu do Mais Querido durante momentos difíceis da carreira, como as graves lesões que sofreu no joelho. Por fim, a atleta também aproveitou para sinalizar a ajuda do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Vejo as conquistas como sendo de todos. De todos os brasileiros, não só minhas, mas da minha equipe, do meu time, dos profissionais que me acompanham no dia a dia, da minha família, dos fãs. São conquistas do Brasil, cada um tem um pedacinho das medalhas que ganhei. É claro que, para os rubro-negros, é mais especial porque sou atleta do Flamengo. Eu cresci no clube. Estou no Famengo há 14 anos, é uma relação muito forte, estou lá desde os meus 11 anos, é uma vida ligada ao clube. Mas são títulos, vitórias que são de todos -, disse Rebeca, que prosseguiu: Sempre tive apoio, suporte e muita atenção do Flamengo em todos os momentos. E é nos momentos mais difíceis, quando a gente precisa mais, que vemos o quanto isso faz diferença, o quanto é importante. Não só o clube, mas o COB também sempre esteve ao meu lado. É fundamental para o atleta saber que ele está amparado, saber que ele tem essa estrutura não só nos bons momentos, mas nos momentos não tão bons também. Sou muito grata a todos que fizeram e fazem parte dessa minha trajetória porque ajudaram a construir o que sou hoje -, finalizou.
Apesar de vitoriosa, a trajetória de Rebeca Andrande também foi marcada por sérias lesões no joelho, que resultaram em três cirurgias no ligamento cruzado anterior (LCA). Em 2015, durante um treino para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, a ginasta rompeu o LCA do joelho direito pela primeira vez.
Posteriormente, em 2017, durante um treino no Mundial de Montreal, Rebeca Andrade sofreu nova ruptura do ligamento. Por fim, em 2019, a ginasta torceu o joelho operado durante uma prova do Campeonato Brasileiro, necessitando de uma nova cirurgia reparadora.
No Flamengo desde 2011, Rebeca passou pelas três cirurgias no joelho com apoio do Fla e, além disso, do COB. Agora, devido ao grande desgaste e as fortes dores, a ginasta não vai mais competir no solo. Com isso, a atleta vai focar em outras provas, como salto, trave e barras assimétricas.
O primeiro pódio da ginástica artística feminina do Brasil em Jogos Olímpicos aconteceu em Tóquio 2020. À época, com 22 anos, Rebeca popularizou o “Baile de Favela”, no solo. somando 52.298 pontos nos quatro aparelhos (solo, barras assimétricas, salto e trave), a atleta levou a medalha de prata no individual geral. Por fim, a americana Sunisa Lee ficou com o ouro (57.433) enquanto o bronze foi da russa Angelina Melinkova (57.199).
Depois, já com a medalha do individual geral garantida, Rebeca se permitiu arriscar na final do salto de Tóquio 2020. Terceira a se apresentar, a ginasta do Flamengo recebeu nota 15.083, sendo a única a ultrapassar os 15 pontos. Com isso, a ginasta conquistou o primeiro ouro olímpico para a categoria feminina do Brasil.
Após o desempenho histórico em Tóquio 2020, Rebeca Andrade foi com tudo para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Líder da equipe, a atleta conduziu o Brasil à primeira medalha por equipes da história da ginástica brasileira. Com isso, ao lado de Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Julia Soares, o time recebeu nota 164.497 e conquistou a medalha de bronze.
Posteriormente, na segunda final em Paris 2024, Rebeca repetiu a prata de Tóquio no individual geral, ficando com 57.932 no somatório dos quatro aparelhos. Com isso, a brasileira ficou atrás apenas da americana Simone Biles. A nível de comparação, inclusive, nas avaliações de execução, a ginasta do Flamengo foi superior a Biles no salto, nas barras assimétricas e no solo.
Em busca de mais medalhas, Rebeca disputou a final do salto. Após nota 15.100, a ginasta do Flamengo garantiu a prata. Por fim, o tão sonhado ouro ficou para o solo. Na ocasião, a ginasta levou Beyoncé e Anitta para balançar o ginásio de París. Superando Simone Biles com uma apresentação impecável e nota 14.166, a atleta conquistou o primeiro título olímpico da história da ginástica brasileira.
Com as quatro medalhas em Paris 2024 e as duas em Tóquio 2020, Rebeca Andrade se tornou a maior medalhista olímpica do Brasil. Isso porque, a atleta, com seis ‘títulos’, deixou para trás os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco medalhas cada.
Vale ressaltar que na última terça-feira (26), o Flamengo anunciou a renovação de contrato com Rebeca Andrade. Aos 25 anos e no clube desde 2011, a ginasta segue fazendo parte do time rubro-negro. Agora, o vínculo da atleta com o Mais Querido vai até o fim de 2028.