
Central do Timão
·29. März 2025
“Aqui quem manda é o Corinthians”, diz preparador físico sobre conquista do Paulistão

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·29. März 2025
Na noite da última quinta-feira, 27, o Corinthians recebeu o Palmeiras, na Neo Química Arena, em duelo de volta da final do Campeonato Paulista e empatou em 0 x 0. Apesar disso, o Alvinegro se sagrou campeão estadual pela 31ª vez e quebrou um jejum de quase seis anos sem conquistar títulos. No primeiro jogo, realizado no Allianz Parque., Yuri Alberto garantiu a vitória corinthiana por 1 x 0.
À Central do Timão, de maneira exclusiva, o preparador físico do Corinthians, Diego Pereira, comentou sobre os desafios para que a equipe chegasse para a temporada 2025 nas melhores condições físicas possíveis em meio a um calendário com um alto número de partidas.
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“Foi um ano de adaptação profissional, com oito dias de pré-temporada para o nosso primeiro jogo. A gente veio para um jogo importante, com uma carga de quatro jogos a mais que nosso adversário contra a pré-libertadores. Chegando na forma como a gente jogou, sustentando muito bem um jogo muito difícil contra um adversário que é muito forte.”
“Conseguimos impor o nosso ritmo, ter nossas estratégias, mesmo com um jogador a menos, suportar toda a pressão. Acredito que o mérito é do grupo, dos jogadores, muito o mérito do professor Ramón e do Emiliano, que me dão toda a liberdade para trabalhar”, iniciou.
Em seguida, aproveitou para agradecer à diretoria do Corinthians pelo planejamento em enviar um dos fisioterapeutas na Data Fifa para monitorar as condições físicas dos meio-campistas José Martínez e André Carrillo, que estava servindo a Venezuela e o Peru, respectivamente.
“Então é só agradecer a diretoria, que comprou nossas ideias, de mandar o nosso fisioterapeuta lá. Um jato privado para trazer o (André) Carillo e o José (Martínez). Então, agora é agradecer a torcida que fez uma festa maravilhosa, que não é diferente, sabe que aqui dentro de casa a gente é muito forte. O que eu costumo dizer para os nossos jogadores, minha casa é minha regra, e aqui quem manda é o Corinthians, satisfeito, que a Fiel possa desfrutar desse título maravilhoso e que merece. É um clube onde eu sempre quis estar e é um orgulho gigante, indescritível.”
Diego Pereira também revelou conversa com o atacante Talles Magno no momento do pênalti marcado a favor do Palmeiras e defendido por Hugo Souza após cobrança de Raphael Veiga. Segundo ele, disse para o camisa 43 do Corinthians que tinha certeza de que o camisa 1 corinthiano pegaria a cobrança.
“É difícil dizer no final agora, parece fácil, mas eu tinha uma segurança, uma certeza tão grande que a gente seria campeão. Certeza, o Talles (Magno) me abraçou na hora do pênalti. Eu falei assim: ‘Fica tranquilo, o Hugo vai pegar, esse título é nosso’. E ele, ‘como é que você tem tanta certeza?’ Eu falei, ‘Deus, cara.’ A gente faz as coisas certas. A gente tem feito todo o programa, todo o planejamento, é embasado na ciência, não é no achismo, não é no empirismo. A gente tem trabalhado muito e eu falei, cara, Deus vai nos honrar, eu tenho certeza que o Hugo vai pegar esse pênalti e a gente vai sair campeão”, continuou.
Posteriormente, relembrou do seu pai, que acabou falecendo no período em que o Corinthians disputaria a última rodada do Brasileirão 2024, diante do Grêmio, em Porto Alegre. Naquela ocasião, Diego fez questão de estar presente com o grupo corinthiano mesmo após a perda de uma pessoa que lhe ensinou a ser um “guerreiro”.
“Eu lembro do meu pai, há oito meses atrás, nove meses atrás, quando a gente veio pro Corinthians, onde as pessoas falavam que era uma loucura pegar o Corinthians na situação que estava. E ele falou, ‘vocês não estão indo pro Corinthians pra salvar o Corinthians. Vocês estão no Corinthians pra fazer história’. E hoje a gente tá aqui comemorando o primeiro título e eu posso garantir que é o primeiro de muitos. Muita coisa boa que tá pra acontecer pra gente, se Deus quiser.”
“Eu estou aonde eu estou graças a ele. E eu falo, o legado dele continua na minha vida. É um cara que me ensinou os princípios, um cara que me ensinou a ser um guerreiro. E é isso que eu levo pra minha vida, é isso que eu levo pro meu trabalho, pra minha família. E acaba que os jogadores abraçam essa ideia. Eu sou o primeiro a chegar no CT, eu sou o último a sair do CT, eu vivo aquilo com muita intensidade, porque foi muito difícil chegar até aqui. Eu não caí de paraquedas aqui. Eu me especializei, eu me profissionalizei, eu busquei cursos. E chegar aqui e honrar essa camisa é algo indescritível” , finalizou.
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